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sábado, 17 de janeiro de 2015

Presidente da Indonésia diz a Dilma que tráfico é crime ‘grave’ no país


Imagem da carta enviada pelo presidente da Indonésia a Dilma Rousseff (Foto: Reprodução)Imagem da carta enviada pelo presidente da Indonésia a Dilma Rousseff (Foto: Reprodução)
Em carta enviada a Dilma Rousseff, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, afirmou que tráfico de drogas ilícitas é considerado um crime “grave” pela legislação daquele país devido ao impacto “destrutivo” causado na sociedade. O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado a pena de morte pelo crime, foi fuzilado neste sábado (17).
A carta de Joko Widodo, obtida pela TV Globo, foi enviada nesta sexta-feira (16) a Dilma Rousseff como resposta aos pedidos de clemência feitos pelo governo brasileiro para que Marco Archer e Rodrigo Gularte – outro brasileiro preso no país por tráfico de drogas - fossem poupados da pena de morte.
“Gostaria de sublinhar que, de acordo com a lei indonésia, o tráfico de drogas ilícitas inflige um crime grave devido ao seu impacto destrutivo para a sociedade e para o desenvolvimento da nação”, afirmou o presidente em carta.
Widodo destacou que os réus tiveram direito a defesa e que todo o processo legal foi cumprido. “O governo da Indonésia assegurou que o processo legal fosse integralmente aplicado em seus casos e todos os seus recursos legais disponíveis foram empreendidos, de acordo com o sistema legal indonésio”, disse.O presidente destacou que entre 40 e 50 pessoas morrem diariamente devido ao uso abusivo de drogas e que 4,5 milhões de indonésios estão atualmente passando por reabilitação. “Enquanto outras 1,2 milhão de pessoas ainda estão presas no vício da droga”, completou.
O governante disse ainda que a relação bilateral entre Brasil e Indonésia continuará se fortalecendo nos próximos anos e afirmou estar “totalmente comprometido” em ampliar a relação cordial dos países e aproximar a colaboração em “áreas de mútuo benefício e interesse”.
Após a confirmação do fuzilamento de Marco Archer neste sábado, o Palácio do Planalto informou que Dilma Rousseff está “consternada e indignada” com a morte e chamou para consultas o embaixador brasileiro em Jacarta – o que, na diplomacia, representa um agravo ao outro país.
Itamaraty entregou uma nota à embaixada da Indonésia no Brasil na qual expressa “profunda inconformidade” com a execução. O ministério voltou a dizer que o cumprimento da sentença de morte representa uma “sombra” nas relações entre os países.

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